domingo, 8 de agosto de 2010

ADMINISTRAÇÃO ATUALIZADA

Pergunto-me se estamos voltado à Administração colocada por Taylor, da máxima utilização do espaço e do tempo, da robotização do homem no chão de fábrica, assim por resumir. O objetivo foi sempre o mesmo, lucrar e depois maximizar o lucro. É claro que com a modernidade foi modelando este arcaico e rudimentar posto. Pensou-se primeiramente no tão discutido RH, modernizaram as idéias de organização, e cada vez mais a empresa foi se tornando próxima do público. Mesmo assim, vejo uma lacuna ainda grande que separa a Organização do seu meio social.

Fala-se bastante em cliente. O cliente é exageradamente visto como um Deus em muitas Sociedades de Capital. Não vejo isso como o correto. Sim , o cliente é o cidadão que traz divisas para as empresas, e que portanto as mantém, porém, esta relação cliente/empresa é totalmente retilínea, sem, até então aonde eu sei, demais benefícios às outras partes da sociedade. E há uma relação tão intensa entre estas duas partes, que os clientes não sabem mais o que querem, e as empresas já não sabem mais como agradá-los efetivamente. O simples ciclo da troca terminou, e hoje, já pode se dizer que muitas vezes não sabemos quem é quem.

Por mais que se tente deixar bem claro, as empresas “atuais” não me convencem que estão interagindo conosco e com a natureza. Desde a explosão da preocupação geral com o ambiente (aquele que se fundiu com o concreto), tornei-me um observador do papel, principalmente do segundo setor, quanto à remodelagem de políticas ambientais. Fez se questão de se dizer que o que saia das chaminés da indústria não era fumaça, e sim, vapor. Seria este o caminho encontrado por ecológicos e gestores para se chegar mais perto da sociedade? Primeiro chocá-la com as possíveis (e verdadeiras) catástrofes e suas conseqüências e depois assinar papéis recicláveis com grandes empresários, selando um termo de mobilização ambiental? Lembro-vos, que a mídia também é empresa. Exemplificando: Rede Globo, Bandeirantes possuem CNPJ.

É um desafio na verdade. Creio que está nas mãos dos Gestores aproximar suas empresas do contexto. Fazer com que as Organizações se aproximem mais daqueles que estão fora da linha cliente/empresa. Ser assim, um ingrediente de catálise que faça com que a sociedade seja mais sociedade. Claro que uma responsabilidade desta magnitude passa pelas mãos da população e do Governo também, mas é um tanto complexo obter resposta de partes tão distantes uma das outras, até mesmo conflito ideológico. Lucrar? Sim! Mas que o prejuízo não seja um bicho de sete cabeças que atormentam os contadores e executivos no final do semestre. Perder faz parte. Trabalhar, contratar, demitir, manter a rotina, se estressar, tudo é válido, mas também participar de uma forma mais lúcida neste planeta e refletir dentro do escritório: o que fazer para me aproximar da natureza e da comunidade. Só uma idéia, por enquanto...

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