Erro fatal. Pelo desespero de obterem-se informações a todo o momento, comunicação efetiva e entretenimento 24 horas, é que cometemos um distúrbio previsível: sermos dependentes das máquinas que criamos. É andar em círculos: criar uma máquina, ficar dependente, e quando não funciona, criar outra. E Assim continua. E é neste ataque cibernético, que vemos a infância, que passamos na rua, ir embora. Será que a internet e o vídeo-game estão retardando nossas crianças? É claro que o uso de diversos bites que desgasta seus olhos para divulgação (de forma gratuita) minhas reuniões de palavras de modo ordenado, mas no dia em que meu HD deu tilt, tive que utilizar o lápis e o papel. Sim! Este texto tem rascunho!
Na virada do ano de 1999 para o ano 2000, falou-se do famoso “bug do milênio”. Além de um erro histórico/geográfico/de tempo (o terceiro milênio começou em 2001), uma piada sem graça. E a primeira grande evidência da nossa dependência da relação perigosa entre homem/máquina. Tratava-se de um “bug” nos computadores mundiais, onde voltaríamos ao ano de 1900, pelo motivo dos computadores não entenderem o registro dos zeros do ano que viria. É pura dependência. O “bug” ao menos poderia ter servido para aguçar a criatividade dos autores de Hollywood. Aí, vale de tudo na ficção científica, que cria aventuras incríveis e heróis imortais que acabam salvando a terra e a vida nela, depois de uma catástrofe cibernética, onde tempestades lunares afetaram os aparelhos eletrônicos e fazia com que o núcleo terrestre parasse por ser de metal. Uma loucura sem pé nem cabeça. Caos ordenado.
Perdi alguns arquivos importantes. Meu problema eletrônico foi oriundo de uma “arma” também eletrônica, o vírus, cuja solução também é eletrônica. Ou seja, minha vida pessoal não fora afetada. Por que somos dependentes das máquinas? Ou seriam os benefícios delas irreversíveis? Pode ser um paradoxo intrigante, mas a mesma tecnologia que tira empregos, também pode fazer com que muitas pessoas estejam trabalhando. Pode-se obter a informação de forma rápida e objetiva, como também, nos iludir com mentiras cabeludas muito bem contadas. Podemos chegar à Lua (aonde tempestades terríveis e catastróficas para a vida na Terra acontecem. Oh meu Deus! fujam para as colinas!) ou até mesmo inventar mil maneiras para se convencer uma nação inteira que se fora à lua, sem ter tirados os pés do chão. Ou então poderei ficar dias escrevendo estes contrapontos e não publicar este texto. É, eu tenho medo da imaginação humana.
Se a revolta dos bytes ou a catástrofe anunciada ainda não chegou, não há motivos, até então, que nos faça abandonar estas adoráveis máquinas que construímos, e em massa. Os bytes ainda não são células capazes de se reproduzir e criar órgãos vitais (já que energia e impulsos elétricos elas já tem) e criar braços e boca para estrangular o usuário e dizer “seu besta, usa isso direito”. Também não duvido que algum dia nos aproximar deste ponto. Seria inteligente então, inventar alguma forma destas possíveis células se transformarem em algum tipo de câncer. Se temíamos virar reféns do digital, agora é tarde de mais para lamentar. Eu já me rendi. Meu computador apontou uma arma para mim e pediu dinheiro pelo resgate. Pifou.
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