quinta-feira, 8 de julho de 2010

OBSERVADORES DISTANTES

Nenhum ser humano conseguiu explicar os anos-luz de distância entre a nossa inteligência e a possível inteligência dentro ou fora do Sistema Solar. Há os que acreditam que não exista, por contrapartida, há os que pensam que estes seres possam estar bem próximos. Poucos anos-luz, quem sabe. Curioso é saber que há relatos de diversas situações misteriosas envolvendo os indivíduos que chamamos carinhosamente de ETs e dos famosos OVNIs. Ainda assim, encontram-se explicações muitas vezes convincentes de pessoas esclarecidas em certos assuntos da ciência, explicando que estes fatos provocados por não-humanos são irreais e provocados por humanos.

Subconsciente? Seria uma alegoria de alguns cidadãos ou visões de embriagados?
Fez-se muitos cálculos ao longo da história. Sabemos a velocidade da luz, sabemos o diâmetro da Terra, sabemos a distância para a Lua e o Sol. Sabemos tanta coisa, mas não sabemos duas coisas fundamentais. Uma diz respeito a nós mesmos. A outra, a nossos vizinhos (talvez). Ora, se não soubemos nossa origem, por qual motivo queremos saber se nossos vizinhos têm açúcar para podermos completar nosso bolo? Talvez eles tenham a resposta. Ou seria melhor descobrir que não há resposta? Aonde termina nossa curiosidade?

É biologicamente e matematicamente complicado “fazer” vida. Exige um série de combinações químicas complexas, onde estas combinações devem se unir no momento e no lugar certo, o que reduz a probabilidade ao mínimo. Ou seja, somos o produto do improvável. Mesmo assim, a vida surgiu num cenário paradoxal se compararmos com o que conhecemos hoje. Pior do que o frio da Antártida ou o calor submerso dos vulcões submarinos era o cenário terráqueo primitivo. Resumidamente, era um caos climático, calorento e sem nenhuma perspectiva de melhora. Aquecimento global é pouco. Fato é que o Universo é grandinho, acho que cabe mais de uma Terra nele.

Os filósofos e religiosos que me desculpem, mas acredito que esta não seja uma questão para de debater com palavras sábias de Deus ou Buda, ou então com pensamentos que metade da população não entende. É uma questão dinâmica que enche os olhos dos cientistas, aguça a busca pelo Nobel! Embora este ponto de vista, há toda uma questão filosófica e religiosa, que acredito que possa nos servir como uma mão que nos empurra em busca da campainha na porta do desconhecido. Algo do tipo: “vai, meu filho! Se tu acreditas, vai!”.

Acredito que seja hipocrisia de nossa parte, não acreditar em vida e inteligência extraterrestre. Temos em nossas mãos apenas uma pequena fração de tudo que podemos aprender dentro do nosso planeta. O que dirá então, fora dele? Não necessariamente temos que sair explorando vida por todos os lados. Isso porque não somos o centro do Universo. Há a probabilidade de existir vida, quem sabe em outro lugar e que eles possam nos descobrir, antes de nós conseguirmos tal proeza. Não há tempo de subestimar nossa capacidade também, a final, somos poucos em relação ao número espantoso de “objetos” por aí no espaço. O Universo é uma verdadeira caixa de ferramentas, onde ninguém poderá usá-las, mas há como uni-las, para formar uma peça maior: mais vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário