quinta-feira, 29 de julho de 2010

A BALADA DO VELHO MARINHEIRO

Rimas longas e épicas, histórias de luta, bravura, grandes narrações e contos que marcaram a história da literatura mundial. Não só de fatos vive o homem. A partir do momento em que nós sonhamos, criamos uma inteligência criativa, que em certas horas nos auxilia na produção artística (por mais primitiva que possa ser) e que nos faz ter um certo arsenal de imaginação pura. Quando se é criança, nossa imaginação é vasta, acontece que não sabemos escrever isto, mas podemos falar e desenhar.

Primeiramente, o que me vem à cabeça, são duendes, elfos, fantasmas, bruxas, mágica, mas é imaginação secular. Uma forma clássica de expressar a famosa “viagem na maionese”. Escritores mais famosos decidiram relatar com algum charme fatos históricos. Luis de Camões acredito que, tenha sido o principal deles, ao menos para nós, falantes da língua portuguesa. Shakespeare também concretizou-se na história com seus longos poemas e encantou o mundo pós medieval com a dramaturgia. Épico, da mesma forma.

A nossa imaginação é abstrata. Ou alguém consegue me explicar o que acontece no subconsciente humano? Contradição: temos uma inteligência criativa concreta. Para exemplificar e simplificar: a roda. E da nossa vontade de contar histórias, e do orgulho que sentimos por nossos feitos, e das imagens de ficção de algo que gostaríamos de ser ou ter, é que criamos o que hoje nos cerca.

Já citei a literatura, a dramaturgia. Pablo Picasso foi genial e simplista, ao pintar Guernica. Simplista por ter resumido uma guerra em uma pintura. Épico. Leonardo da Vinci reconstruiu a criação do homem de forma detalhada, perfeccionista, mas para muitos um momento de pura inspiração, para os que acreditam em Deus. Na música, Beethoven, compôs cerca de 90 minutos de uma sinfonia que desde o século XVIII é referência para os compositores e interpretes.

Mesmo dormindo, somos aventureiros. Por mais que não possamos fazer muitas coisas, ninguém tira de ninguém a possibilidade de se imaginar sendo um Super-Homem, salvando a cidade dos perigosos vilões ultra-malvados. Nos imaginamos indo para o sul ou para o norte, até que não haja mais como continuar rumo, e ainda assim há muitas coisas extraordinárias para se acontecer no caminho de volta. Quem sabe sair voando? Se existe uma viagem sem volta, que seja aquela que nos leve direto ao mundo da imaginação e dos sonhos.

Nota: “A Balada do Velho Marinheiro”, (The Rime of the Ancient Mariner, no original) é um poema escrito pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge entre 1797–1799, publicado na primeira edição do seu Lyrical Ballads (1798). É considerado um dos poemas mais importantes de Coleridge, que marca o início da Literatura romântica na Inglaterra.

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